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Você certamente conhece Ghislaine Arabian, a chef estrelada cuja reputação ultrapassa amplamente as cozinhas parisienses. Nascida em 3 de agosto de 1948 em Croix, no Norte, ela tem aquele charme do Norte um pouco rude, mas tão cativante. Francamente, é uma mulher que impõe respeito só de entrar numa sala.
Desde muito jovem, Ghislaine sempre foi apaixonada por culinária. Ela não vem de uma família de grandes chefs ou de restaurantes prestigiados, não. Aprendeu na prática, na dificuldade, um verdadeiro percurso autodidata. E isso a torna ainda mais fascinante.
É impressionante como sua estatura imponente e sua franqueza fazem pensar que ela vai te surpreender, seja atrás dos seus fogões ou em um programa de TV. Talvez você tenha acompanhado suas explosões de sinceridade no Top Chef? Sim, essa chef nunca teve papas na língua e isso é ótimo!
E aí chegamos à sua idade. Quase 78 anos, mas sabe de uma coisa? Ela ainda transborda energia e inspiração. A força dessa mulher reside nessa paixão inabalável pela cozinha e numa carreira cheia de reviravoltas, entre momentos de sucesso e desafios pessoais.
Ghislaine Arabian, uma estrela nascida no Norte da França
Então, quem é realmente Ghislaine Arabian? Uma chef francesa de origem modesta nascida em Croix, perto de Lille. Ela construiu, com as próprias mãos, uma identidade forte no universo altamente competitivo dos grandes restaurantes. Não é do tipo que se deixa pisar, longe disso.
Na juventude, antes de ser iluminada pelos holofotes, Ghislaine teve uma vida “normal”, feita de trabalho duro e aprendizado intenso. Sem diploma prestigioso, mais uma escola de vida na cozinha, marcada pelas realidades de uma profissão exigente.
Talvez seja isso que forme sua autenticidade. Uma chef que não caiu na armadilha da moda gastronômica, mas enraizada nas tradições flamengas que ela sublimou. Para ela, o gosto e a sinceridade são o mais importante, e isso se sente.
Falando de suas origens, é impossível não mencionar sua famosa passagem pelo Pavillon Ledoyen, em Paris, onde conquistou em 1995 duas estrelas no Guia Michelin, uma verdadeira consagração para uma mulher num domínio tão masculino naquela época.
Uma carreira cheia de sucessos e batalhas
A carreira de Ghislaine Arabian é essa ascensão incrível onde ela conseguiu impor sua assinatura, seu estilo. Já ouviu falar nessa mistura de ervas das Flandres com o refinamento francês? Sim, foi ela, a chef que tornou essa alquimia sedutora.
Quanto aos sucessos, ela ficou conhecida por seus restaurantes onde valoriza os produtos do Norte, um verdadeiro hino às suas raízes. E com certeza você a viu no Top Chef. Ah sim, lá está ela, jurada severa mas justa, que não deixa nada passar.
Mas a vida de Ghislaine nem sempre foi um mar de tranquilidade. Em janeiro de 2014, ela revelou ter sido vítima de violência doméstica, um drama que abalou sua existência. A coragem dela em falar sobre essa luta tocou muita gente e a tornou uma fonte de inspiração, muito além da culinária.
Ela contou sobre aquela noite terrível em que tudo mudou, o medo incontrolável, a força que teve que encontrar para sobreviver e a longa batalha judicial que se seguiu. Hoje, ela continua a enfrentar seu passado enquanto se mantém firme e forte. Sua história é leitura obrigatória aqui.
Algumas anedotas que fazem a lenda de Ghislaine Arabian
- ✨ Ela foi a primeira mulher a conquistar duas estrelas no Guia Michelin em 1995.
- ✨ Ghislaine ama batatas fritas, a ponto de torná-las um prato quase sagrado em seus menus.
- ✨ Apesar da franqueza, tem um carinho secreto pelos seus dois welsh terriers, mesmo que a história com o ex tenha sido dolorosa para eles.
- ✨ Por muito tempo criticou os candidatos do Top Chef por seu orgulho, chamando alguns de “eles têm a cabeça cheia” (“ils ont le melon”).
- ✨ Às vezes sonha em deixar a França, cansada das dificuldades da vida parisiense, especialmente para o ramo da restauração segundo suas recentes confidências.
Longe de descansar sobre uma fortuna bem merecida, Ghislaine permanece ativa, restaurando sua reputação com paixão e energia. Em 2026, ela ainda dirige seus restaurantes com olhar atento e adora colaborar com outras personalidades do mundo culinário. Norbert Tarayre, por exemplo, um cozinheiro que traz o bistrot chique ao Prince de Galles, compartilha sua paixão por pratos simples, mas saborosos.
Ghislaine Arabian, uma vida privada no centro dos desafios
No campo amoroso, sua vida privada foi marcada por um relacionamento longo, mas infelizmente sombrio, pontuado por aquela noite fatídica em janeiro de 2014 que a feriu profundamente. Viveu com seu companheiro por cerca de 25 anos, mas esse relacionamento terminou em violência e um silêncio insuportável.
Ela contou muitas vezes a dificuldade de viver com esse medo dentro da casa que deveria ser um refúgio. Apesar de tudo, continua avançando, sólida como uma rocha, e nunca escondeu o quanto precisou de coragem para buscar justiça. Sua luta pessoal também é uma mensagem forte.
Após essa dolorosa experiência, manteve-se muito discreta sobre sua vida íntima. O que se sabe é que ama profundamente suas raízes e encontra nessa força a energia para seguir seu caminho, com um olhar às vezes um pouco amargo sobre a sociedade francesa.
Sua idade não a impede de ser combativa. Ela fala com frequência nas redes sociais, especialmente quando acha que os políticos não protegem suficientemente os restaurateurs ou a cultura gastronômica. Sua franqueza não diminuiu, pelo contrário.
Ghislaine Arabian hoje: olhares para o futuro
Em 2026, Ghislaine continua presente, apaixonada e fiel aos seus valores. Ela ainda recebe seus clientes no restaurante Les Petites Sorcières em Paris e avança em seus projetos culinários.
Permanece uma figura marcante da gastronomia francesa, sua estatura imponente e seu temperamento tornaram-se símbolos desse sucesso extraordinário. Tudo isso enquanto transmite o que ela chama de “neo-bistrot”, onde a generosidade e o sabor prevalecem sobre os artifícios.
Na televisão, embora não participe mais do júri do Top Chef, sua influência permanece. Sua voz, às vezes um pouco carrancuda, mas sempre justa, inspira uma nova geração de chefs. Ela não desiste, quer que a culinária francesa seja respeitada e que o trabalho dos jovens apaixonados seja reconhecido.
Também tem colaborações em andamento com chefs como Jean-François Piège, e não perde oportunidade de lembrar que por trás de cada prato há uma alma e uma história.

