Samuel Benchetrit

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Descobrir Samuel Benchetrit: um artista de múltiplos talentos

Samuel Benchetrit é um nome que ressoa fortemente no cenário artístico francês. Nascido em 26 de junho de 1973 em Champigny-sur-Marne, ele vem de uma família modesta e, no entanto, que trajetória! Diretor, escritor, roteirista, ator… ele experimenta de tudo, sem nunca perder sua autenticidade.

Lembro-me de ter descoberto seus filmes e romances há cerca de quinze anos, e, francamente, ele me marcou por esse modo tão pessoal de abordar os personagens e suas histórias. Nada de superprodução espetacular, mas uma verdadeira profundidade humana, terna, às vezes crua.

Se a idade dele lhe intriga, Samuel tem pouco mais de 50 anos agora, e este quinquagenário sabe conservar essa chama da juventude de espírito que torna seu trabalho fresco, quase audacioso ainda. Sua obra brinca com esse paradoxo de um criador entre a sabedoria e a loucura doce.

O que também me agrada é que ele nunca se desligou de suas origens populares. A infância dele na periferia parisiense continua sendo uma fonte constante de inspiração, tanto que sentimos em seus relatos uma profundidade verdadeira, às vezes melancólica, frequentemente engraçada.

Samuel Benchetrit: uma trajetória única entre escrita, cinema e teatro

Antes de se tornar essa figura reconhecida, Samuel deixou a escola aos quinze anos. Isso faz a gente pensar, não é? Do jovem que trabalha como chaveiro ou entregador, às vezes assistente de fotografia, ao artista realizado, há um mundo. E ainda assim, sua sede de contar histórias nunca o abandonou.

Seu primeiro romance “Récit d’un branleur” foi publicado em 2000, um título que já impacta direto. Foi ali que sua escrita começou a tocar muitos, como um testemunho cru da vida, sem adornos. Depois vieram suas obras para o cinema, com destaque para o curta “Nouvelles de la tour L” e o filme “Janis et John”, onde dirigiu Marie Trintignant, sua esposa na época.

Sua autobiografia em cinco volumes, “Les Chroniques de l’asphalte”, é uma viagem incrível em sua memória e em seus bairros de infância. Um trabalho que virou um filme, “Asphalte”, lançado em 2015, com um elenco impressionante: Isabelle Huppert, Michael Pitt, Valeria Bruni Tedeschi, entre outros.

É impressionante como ele transita entre universos. Entre o prêmio Sundance por “J’ai toujours rêvé d’être un gangster” e o teatro com “Maman” dirigido junto com Vanessa Paradis, temos um homem que nunca para de criar.

A vida íntima de Samuel Benchetrit, entre paixão e dramas

Não se pode falar dele sem mencionar seus relacionamentos passionais. Casado com Marie Trintignant entre 1998 e 2003, viveu uma história marcada pela tragédia com a morte da esposa. O filho deles, Jules, cresceu longe de tudo isso, mas seguiu os passos do pai nos sets de filmagem.

Depois, sua filha Saül nasceu da união com Anna Mouglalis, também atriz. Dois filhos ligados à arte, sem dúvida. E desde 2016, ele compartilha a vida com Vanessa Paradis, um casal discreto mas sólido, oficializado pelo casamento em 2018.

Hoje mora em uma casa no campo, um refúgio que construiu longe da agitação parisiense para escrever e criar. E é ali que, nas suas mãos, idade e fortuna deixam de importar: resta apenas a escrita, o teatro, seus filhos e sua música.

As colaborações e novidades recentes de Samuel Benchetrit, uma energia sempre intacta

Nos últimos anos, ele permaneceu muito ativo. Recentemente montou a peça “Maman” com Vanessa Paradis, um sucesso que foi apresentado em Paris e no interior. É lindo ver uma dupla tão cúmplice em cena, com uma peça que tanto toca o público.

No cinema, 2023 viu o lançamento de “Lapin”, com Muriel Robin e Pierre Arditi, dois talentos que reforçam sua paleta de atores preferidos. E em 2024, seu novo filme “La famille” promete um elenco cinco estrelas: Patrick Timsit, François-Xavier Demaison, Claire Nadeau e outros.

Ele também colabora com o cantor Raphael para quem escreveu vários textos, outro aspecto muitas vezes desconhecido de sua arte. O artista, que acorda entre 4 e 5 horas da manhã para escrever, nunca perde seu momento de inspiração matinal.

Pode-se dizer que, com tudo isso, sua fortuna é uma consequência natural, mas não um fim em si. O que ele valoriza é o instante de criação em que pode se libertar do cotidiano e mergulhar em seus relatos. Uma verdadeira lição para todos nós.

A riqueza artística de Samuel Benchetrit através de suas obras maiores

É importante destacar como sua carreira também se apoia em uma obra literária e cinematográfica sólida, que soube renovar o olhar sobre a periferia e o íntimo.

  • 📖 Récit d’un branleur (2000): seu primeiro grande grito, um romance que choca e toca.
  • 🎬 J’ai toujours rêvé d’être un gangster (2008): prêmio de melhor roteiro em Sundance.
  • 📚 Les Chroniques de l’asphalte (cinco volumes): uma autobiografia injetada diretamente no coração da cidade.
  • 🎭 Maman (2021): uma peça de teatro emocionante encenada centenas de vezes.
  • 🎥 Asphalte (2015): adaptação cinematográfica de seus romances, com um elenco impressionante.

Por que a vida de Samuel Benchetrit fascina e inspira tanto?

O que me surpreende em Samuel é essa forma de transformar feridas em criação. Sua vida, suas dúvidas, seus amores, tudo isso se infiltra em seus relatos e filmes com uma sinceridade comovente e às vezes surpreendente.

Sua idade, longe de ser um obstáculo, lhe traz a maturidade que faz sua obra ser rica e profunda. Ele não finge, não engana. Isso é quase raro hoje em dia, num mundo onde a fortuna e a grandiosidade dos projetos parecem dominar.

Acima de tudo, ele manteve esse espírito jovem, essa energia que o leva a levantar muito cedo para escrever, criar, fazer suas ideias ganharem vida. É um exemplo de perseverança, um cara que faz você querer lutar pela sua arte.

Então sim, ele é múltiplo, ele é complexo, mas isso também é sua maravilha: um homem do seu tempo que não perdeu a alma no caminho. E isso, sinceramente, faz bem.

Para saber mais sobre sua vida fascinante, convido você a visitar esta biografia detalhada de Samuel Benchetrit. Lá você encontrará um panorama completo de sua carreira e universo.

Quer um retrato mais íntimo? O site LeJDD oferece uma entrevista onde ele compartilha sua rotina matinal, e é bastante inspiradora, acredite.

Se preferir o lado cinema e teatro, AlloCiné resume bem suas obras maiores, com anedotas e críticas de seus filmes.

Para finalizar, um foco em seu universo literário está no Babelio, com seus livros favoritos e as reações dos leitores.


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